Na primeira semana do ano, os casos de gripe dispararam, entrando a doença na fase epidémica. Cerca de cinco mil casos foram registados, nas primeiras semanas, confirmados pelas autoridades de saúde, mas o pior ainda estava para vir. Fevereiro foi o mês apontado pelas autoridades de saúde para acontecer o pico da gripe. O vírus influenza A é o predominante, sendo que, na maior parte dos casos, os doentes contraem a estirpe H1N1, que surgiu em 2009, no México, e terá matado nesse Inverno 124 casos em Portugal. Também a estirpe A (H3) foi identificada num grande número de casos. Esta estirpe é caracterizada por forte agressividade e está associada a um aumento do número de mortes pela doença, como ocorreu em Fevereiro de 2012 e em Dezembro de 2009.
Apesar deste “quadro” de apreensão, a infecciologista Filomena Freitas, médica no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, e responsável pela Comissão de Controlo da Infecção, considerou, ao nosso jornal, que este ano “Aveiro não está a registar números anormais de casos”. Houve momentos em que “a afluência às Urgências se agudizou, levando a tempos de espera que não agradam a ninguém, mas as situações foram sendo ultrapassadas e estão longe de serem tão más como as registadas noutras unidades hospitalares do país”.
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