O Teatro Aveirense viu a sua candidatura a apoios financeiros chumbada pela Direcção Geral das Artes (DGA). Os motivos alegados pela DGA "são demolidores para a gestão do teatro municipal", adianta a Concelhia de Aveiro do Bloco de Esquerda. "Falta de consistência do projecto de gestão e intervenção cultural guiada por genéricas afirmações de princípio. A habitual conversa oca e vazia do executivo sobre o Teatro Aveirense não convenceu o júri da DGA". A DGA considera que "o director artístico fantasma não demonstra valência de direcção e principalmente de programação e que a estratégia assenta apenas num somatório avulso de várias formas de expressão artística e desarticulada". O BE considera "grave que o Teatro Aveirense continue sem direcção artística efectiva e que esteja à mercê da incompetência e arbitrariedade da Vereadora Maria da Luz Nolasco". Sobre as finanças, a DGA considera que há falta de informação, "uma apreciação pouco conclusiva e dificuldades de aferição do custo global das actividades do programa". "Esta avaliação aumenta a nebulosa que existe em torno das finanças do Teatro Aveirense". Também "a obsessão deste executivo com as parcerias privadas não parece convencer a DGA que aponta a falta de dados concretos na área de investimento privado", refere o BE em comunicado. A DGA considera ainda que os profissionais da equipa não demonstram um grau de qualificação muito representativo para uma estrutura desta dimensão. "Esta é mais uma marca do desinvestimento no Teatro e de uma política de contratações avulsa, nada transparente e pouco rigorosa como é o caso injustificado da contratação de um reparador de embarcações que nunca teve moliceiro para reparar, mas que segundo a vereadora do pelouro é uma "jóia de pessoa" e "até sabe tocar guitarra"". "A avaliação arrasadora da DGA coloca em evidência a falta de estratégia do executivo PSD/CDS-PP para a área da cultura no concelho e, especificamente, para o Teatro Aveirense". "O executivo de direita mostram incompetente na gestão da coisa pública e está a destruir o serviço público de cultura em Aveiro". O BE considera que "basta deste amadorismo e que é urgente uma política pública e integrada para a cultura em Aveiro, formadora de públicos, e que faça chegar a oferta artística a todos", adianta o Bloco de Esquerda em comunicado enviado à redacção da Terra Nova |