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13-03-2018

Empresários do Alojamento Local querem continuar actividade apesar da carga fiscal



Os proprietários do Alojamento Local (AL) nas regiões Norte, Centro e Alentejo estão satisfeitos com o negócio e pretendem continuar a actividade, apesar de apontarem a sazonalidade e a carga fiscal como principais obstáculos, conclui um estudo hoje apresentado. O estudo “Qualificação e Valorização do Alojamento Local”, encomendado pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) ao ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, inquiriu 2.183 empresários e analisou um total de 2.189 alojamentos locais, dos quais 1.132 no Norte, 672 no Centro e os restantes 385 no Alentejo. A investigação, apresentada hoje na sede da AHRESP, em Lisboa, permitiu concluir que os empresários do AL estão satisfeitos com o negócio e querem continuar a desempenhar esta actividade, sendo que no Norte 99,5% dos proprietários manifestou vontade em continuar, no Alentejo 95,9%, e, por fim, 86,3% dos empresários do Centro mostrou interesse em permanecer neste negócio. Os proprietários do AL na região Norte, “mais novos e com níveis de escolaridade altos em relação às outras regiões, estão muito optimistas com a sua actividade: quase dois terços declaram que é sua actividade principal, 53% define-se como empresários do Turismo e 99,5% pretende continuar a sua actividade”, refere o estudo. Em relação ao número de anos necessários para recuperar o investimento efectuado, os empresários do Centro estimam cerca de 10 anos, enquanto os proprietários das regiões Norte e Alentejo admitem cerca de seis anos. No entanto, a sazonalidade e a carga fiscal são ameaças transversais a todas as regiões, de acordo com o estudo, que inquiriu 2.183 empresários e analisou 2.189 unidades de AL em funcionamento, que representam 16% do total de unidades presentes no Registo Nacional de Estabelecimentos de Alojamento Local (RNAL). O problema da sazonalidade é, contudo, mais visível no Centro e menos no Alentejo, apontou a professora do ISCTE responsável pelo estudo e que hoje apresentou as conclusões, Hélia Pereira. Além destes aspectos, foi ainda feita uma caracterização das unidades de alojamento local, do perfil dos empresários e ainda dos hóspedes. No entender da secretária-geral da AHRESP, Ana Jacinto, “o AL tem um papel significativo na recuperação dos imóveis” e a partir daí vai nascer novo comércio e nova restauração, garantindo a regeneração das cidades, sustentou. O objectivo passa por "dotar de informação quem tem poder de tomar decisões sobre um sector que é novo", acrescentou. Também Hélia Pereira defendeu que o “Alojamento Local tem um papel importante na criação directa e indirecta de emprego e qualificação dos locais”. A região de Lisboa já tinha sido estudada anteriormente, pelo que em breve as entidades responsáveis pela investigação querem estendê-la ao Algarve e às Regiões Autónomas.

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