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13-02-2018

Ressonar, o primeiro sinal de alerta para uma doença que pode ser grave



As esposas são, quase sempre, as primeiras a aperceber-se de que algo está mal. Não só acordam com o barulho que os maridos fazem a respirar durante o sono, como se assustam quando os sentem em paragem respiratória. São também elas que acabam por convencer os homens a ir ao médico, onde descobrem que, afinal, ressonar não é normal, mas sinónimo de uma doença que pode ter consequências graves. Assim foi com Alfredo Pinto, que, há 10 anos, descobriu que sofria de síndrome de apneia do sono. «Fui primeiro à médica de família, depois a uma consulta no Hospital dos Covões e finalmente trouxe um aparelho para medir o número de apneias por noite. Em cerca de 12 horas registou 400 e tal apneias, sendo que uma delas ultrapassou um minuto», recorda ao Diário de Coimbra. Hoje utiliza, essencialmente para dormir, um ventilador que funciona como compressor de ar, conectado a uma máscara facial, que lhe facilita a respiração. A família já não se queixa tanto do ressonar - que, diz, até a ele o chegou a acordar - e Alfredo já não sente o cansaço, o sono e dificuldade de concentração que, por vezes, o atacavam durante o dia, ou as enxaquecas que eram já uma companhia habitual. «Tenho mais qualidade de vida», diz.

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