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13-01-2018

População assustada com vapores de mina em combustão



Como era expectável, os efeitos dos incêndios de 15 de Outubro ainda se fazem sentir e continuam a gerar preocupação. Castelo de Paiva, que viu uma grande parte da sua área florestal ser consumida pelas chamas, tem agora uma outra situação para resolver: as minas do Pejão, desactivadas em 1994, encontram-se em combustão e serão necessárias verbas avultadas para resolver o problema. O alerta para este fenómeno, que se tornou mais evidente com a vinda das chuvas, partiu do presidente da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pedorido (APIR), cujas instalações se encontram bastante próximas das minas. “É uma situação que me preocupa, porque a combustão do carvão provoca intoxicação e danos no ambiente e na saúde das pessoas”, disse Luís Costa, em declarações ao Diário de Aveiro. Numa fase inicial, “os bombeiros vieram com um autotanque e estiveram uma tarde a bombar água”, procedimento que não surtiu qualquer efeito. Baseado em “informações prestadas pelos técnicos”, o presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva garantiu, ontem, que aquele é um “fenómeno natural e que não tem consequências nocivas para o ambiente”. “Neste momento não há razões de alarme e de sobressalto maior para as populações”, sublinhou, estabelecendo uma comparação entre esta combustão subterrânea e as furnas nas ilhas. Gonçalo Rocha quer, no entanto, “ter certezas”, pelo que deixou garantias de que vai requerer “uma aferição mais precisa dessa questão”. “Têm de ser adoptadas, em primeiro lugar, medidas de reforço de segurança, para que ninguém circule neste espaço, e temos também de, junto das autoridades de saúde, monitorizar com maior precisão os efeitos que este fenómeno está a provocar”, adiantou.

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